Literacia em Saúde

Categoria: PSD Paços de Ferreira

A Organização Mundial de Saúde (OMS), define literacia como o conjunto de “competências cognitivas e sociais e a capacidade dos indivíduos para ganharem acesso a compreenderem e a usarem informação de forma que promovam e mantenham boa saúde…”

Os sistemas de saúde, educativo e cultural, são as três áreas que desempenham papel fundamental na melhoria da literacia em saúde.

A partilha de informação entre a comunidade científica, as entidades com responsabilidade governativa, os profissionais de saúde e os educadores, devem garantir a antecipação de necessidades dos doentes e não apenas reagir às condições adversas.

Transmitir informação clara e objectiva, torna mais fácil o controle das pessoas sobre a sua saúde, dá-lhes consciência da sua responsabilidade na saúde pública, estimula a cooperação com os profissionais e a sua participação em debates sobre assuntos de saúde.

No meio do caos a que nos conduziu esta pandemia há um aspecto positivo a salientar, o desenvolvimento da literacia em saúde.

Entrou no vocabulário comum: OMS, EMA, DGS, Infarmed, Saúde 24, Rt, vírus, PCR, mutações, anticorpos, entre outros. Até as vacinas são conhecidas pelo nome do laboratório.

Nesta doença (Covid-19), fica bem clara a vantagem da prevenção em relação à cura, não só no número de vítimas como no aspecto financeiro e nas marcas que ficam na sociedade. A vacina, neste caso, é essencial para regressarmos à “normalidade”. Os avanços e recuos no plano de vacinação e nas vacinas disponíveis transmitem alguma insegurança. É importante que qualquer decisão neste processo seja bem fundamentada e transmitida.

Temos presente que as vacinas foram desenvolvidas em tempo recorde, outras estão em desenvolvimento incluindo uma portuguesa que se espera disponível em 2022 (parabéns aos nossos investigadores). O esforço da comunidade científica deve ser reconhecido.

Vacinar-se é um acto de cidadania responsável.

Convém reforçar a confiança nos recursos existentes e continuar a informar.